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Radiografia do Sector a Nível Nacional
O Mercado TIE Nacional
Portugal vai entrar no novo milénio como um país que quer estar na linha da frente na construção da Sociedade da Informação e do conhecimento e na adopção das novas tecnologias de informação, nas empresas, nas escolas e nos lares. Os números, os factos e as previsões que a seguir apresentamos falam por si.
Quadro 1
Em 2001, após anos de crescimento acima dos 10%, assistiu-se a uma desaceleração no investimento em TI. Segundo um estudo publicado pelo European Information Technology Observatory (EITO), o investimento neste sector foi de 2,7 mil milhões de euros, o que corresponde a uma taxa de crescimento nominal de 4,8%.
Um valor que foi realizado maioritariamente no mercado nacional, embora comece a haver cada vez mais empresas de TIE e comunicações a apostar nos mercados externos para venda dos seus produtos e serviços. O Brasil e os países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP) são claramente os mercados prioritários na estratégia de internacionalização da maioria das empresas portuguesas high-tech. No que diz respeito à dimensão global do mercado TI em Portugal e respectiva segmentação, um estudo realizado pela Universidade Católica Portuguesa para a ANETIE, apurou os seguintes valores:
Apesar do crescimento em valores absolutos do sector, as taxas de crescimento após o ano 2000 têm ficado aquém das expectativas, situando-se pouco acima dos 10%. Esta tendência de desaceleração não é uniforme em todos os segmentos. Enquanto que no hardware é esperado uma diminuição do crescimento, para o software e serviços as previsões apontam para taxas a rondar os 18%. Isto apesar destes segmentos representarem apenas cerca de 45% do mercado total de TI (30% para os serviços e 15% para o software), estando o grande peso reservado ao mercado de hardware (entre 55% a 60%).
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