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Radiografia do Sector a Nível Nacional
Acesso à Internet
O número de subscritores de serviços de acesso à Internet ultrapassou, no 2º trimestre de 2002, os 4,4 milhões de subscritores, o que representa um crescimento de 48% face ao período homólogo do ano passado, segundo dados da ANACOM (Autoridade Nacional de Comunicações).
Deste número, cerca de 269 mil (6%) correspondem a acessos por banda larga, traduzindo um crescimento de 122% face ao primeiro trimestre, sendo o cabo a tecnologia mais escolhida: 98% do total. Ainda assim, o ADSL destaca-se com mais de 5 mil subscritores, um acréscimo de 40% face a Março. Esta tecnologia, comercializada em Portugal desde o 1º trimestre de 2001, parece atrair cada vez mais os clientes empresariais, que estão a abandonar o acesso dial-up pago (-12% em relação a período homólogo do 2001) e aderir ao ADSL. A taxa de penetração de acesso à Internet, que inclui todos os tipos de acesso, atingiu no segundo semestre os 42,6%, enquanto que em igual período do ano passado se situava na casa dos 29%. Este valor ultrapassa já a média europeia, onde o indicador se situa nos 39 acessos por cada cem habitantes.
Segundo um estudo da IDC, “A Internet e o Comércio Electrónico: Representatividade do Sector Doméstico, 2001-2005” -, prevê-se que o crescimento no acesso à Internet cresça à taxa de 32,6% ao ano até 2005.
Os analistas da IDC sublinham que, apesar das “vagas de adesão entusiásticas”, alguns factores continuam inalteráveis, pelo que “o limite máximo de cibernautas em Portugal está ainda longe de ser atingido”. Alguns destes factores incluem a maioria desproporcional de utilizadores adolescentes (60% têm entre 15 e 34 anos) e o pouco interesse demonstrado pelos tarifários planos e acesso de banda larga. Mesmo a utilização do comércio electrónico não foi, segundo o mesmo estudo, além dos 9,3%, contribuindo para esta situação a eterna preocupação relativa à segurança das transações e à protecção dos dados. De facto, apenas 2% dos utilizadores de Internet que não efectuam transacções online revelam interesse em alguma vez vir a fazê-lo. Segundo um outro estudo, divulgado pela empresa de estudos de mercado Marktest, O correio electrónico é definitivamente a ferramenta mais utilizada online (78,3%), e só muito atrás, com 38,6%, vêm a transferência de ficheiros, IRCs ou chats, jogos online e newgroups, estas duas últimas preferidos essencialmente por jovens dos 15 aos 24 anos. Para além do acesso doméstico, que representa 58,8% das ligações, a Marktest identifica ainda o local de trabalho (24%) e a escola/universidade (10,4%) como locais eleitos para se ligar à net. Divertimento e formação pessoal são os motivos apontados pela maioria dos indivíduos para utilização da internet, embora a obtenção de notícias, ou fins profissionais e académicos, também sejam objectivos considerados por muitos. Ao contrário da IDC, a Marktest prevê uma relativa estagnação na generalização do acesso à Internet. De acordo com os dados apurados, 46,2% não pensam aceder, ou porque não revelam interesse (24,1%), necessidade (20,4%), ou ainda por achar que o acesso é caro e não têm possibilidades (10,3%). |
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