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Microfil : Fórmula de sucesso
o saber popular português aliado ao estilo Silicon Valley.
www.microfil.pt 1 000 000 000 000 de folhas de papel já passaram por entre as mãos dos funcionários da Microfil, empresa que, em 15 anos, se transformou num caso de sucesso no desenvolvimento de soluções de software para arquivo óptico e na recolha, armazenamento, organização e microfilmagem de "históricos" de várias empresas. Grande parte destes documentos encontra-se a salvo na caixa-forte que a empresa montou na terra natal, em Cortegaça, a 60 quilómetros do Porto e que funciona também como delegação da empresa para o Norte do país. Esta empresa de content management services tem sede em Lisboa e continua sempre de olho no Silicon Valley e Espanha. O vale referência da Nova Economia é um dos pilares da filosofia da empresa, como refere Manuel Antunes, sócio-gerente da Microfil: "Foi lá que encontrámos soluções de desenvolvimento para o nosso sector e para todos os outros. É preciso estar ali para saber das coisas primeiro e, assim, estar sempre um passo à frente". Além da aquisição de máquinas, também a formação passou por Santa Clara, que "continua a ser a grande escola", e é por isso "que está a ser preparada uma delegação". Outro dos pilares que sustenta a empresa é a relação entre empregados e gerentes, administração e operários. Isabel e Manuel Antunes são casados e essa relação familiar parece ter feito aproximar os laços fraternais entre as pessoas que partilham a "caixa-forte" de Cortegaça - não há gabinete melhor que outro, todos têm ar condicionado e música ambiente, respira-se saúde e os fumadores têm ao dispor um belo jardim que rodeia a casa. Segurança é essencial
A base de sustentação financeira que permitiu o crescimento e actualização tecnológica foi nada mais do que a sabedoria popular ou a "escola dos antepassados". "Se ganhávamos dez, gastávamos apenas dois e investíamos os oito restantes" - Manuel Antunes lembra o adágio - e aos poucos a empresa foi crescendo.
Apostaram aos poucos na formação e, hoje, a maioria dos colaboradores, além de curso específico, fazem cursos cíclicos de reciclagem e de formação especializada. Outra solução foi a criação de duas cadeiras de formação específica na Universidade do Minho. A formação permite aos funcionários trabalhar o arquivo a uma velocidade tal que o sigilo dos documentos é garantido e com segurança reforçada por uma caixa-forte vigiada por dezenas de câmaras de filmar e segurança. A segurança, nesta área, é um factor de qualidade, porque só com estas medidas de segurança poderiam ter entre mãos documentos de clientes como a Sonae, Amorim, Unicer e a Direcção Geral do Património. A mais recente aposta vai para os correios portugueses e para as câmaras municipais. A Microfil começou por entrar no mercado brasileiro, que vê como uma ponta-de-lança para o resto da América Latina, e quer chegar à Ásia, algo que está neste momento "a ser amadurecido". A prioridade na internacionalização é o mercado espanhol, mas a Europa do Norte (Reino Unido, Holanda e Alemanha) é também um alvo preferencial. |
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