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APRESENTAÇÃO > CASE STUDIES
GAINGAIN : Verde, Código, Verde
A GAIN contribuiu para a automatização de pagamentos no nosso país. Hoje, o objectivo é criar a mesma rotina em outros espaços geográficos.

www.gain.pt

Já conta 24 anos de vida, muitos deles passados a fornecer terminais de pagamento à banca sob licença da SIBS (Sociedade Inter-Bancária de Serviços). No entanto, a GAIN (Grupo de Apoio à Indústria Nacional) conquistou o seu próprio espaço, nomeadamente através do desenvolvimento de produtos complementares, de que são exemplo as máquinas emissoras de bilhetes, instaladas em eléctricos da Carris e em várias universidades portuguesas; os terminais Netpin para transacções na Internet; e o parquímetro colectivo, que predomina nas ruas de Lisboa e do concelho de Loures. As suas apostas têm-se centrado nas indústrias eléctrica e electrónica, de telecomunicações e de computadores e equipamento informático.

Apesar de, até à data, a GAIN ter concentrado a sua actividade no mercado nacional, as suas competências permitem-lhe agora ensaiar uma estratégia de internacionalização, orientada prioritariamente para os países da América Latina, com destaque para o Brasil, e para os países africanos de expressão portuguesa, nalguns dos quais a empresa já está presente. Este processo assentará "em acordos com distribuidores de valor acrescentado que compatibilizem os seus equipamentos com os sistemas de comunicação das redes locais, promovam e distribuam os produtos pelos canais adequados e assegurem a assistência pós-venda", confirmam os responsáveis da GAIN. Claro que, numa primeira fase, os esforços da empresa incidirão sobre os terminais de ponto de venda, segmento em que é líder em Portugal.

E não se pode dizer que faltem "armas" a esta empresa portuguesa para levar a cabo a tarefa a que se propôs. As mais interessantes dão pelo nome de FUTURA, TPG-01 e POS EUROPA. Este último será mesmo uma das grandes novidades da primeira mostra "Portugal Industrial", que decorrerá em São Paulo, no Brasil. Trata-se de um terminal de pagamento portátil, com ligação em GSM, preparado para efectuar transacções electrónicas com todos os cartões de débito e de crédito aceites na Rede Multibanco e com os novos cartões da tecnologia smart card EMV. "Este equipamento permite ampliar a oferta da GAIN a outros mercados, onde a portabilidade seja importante ou a má qualidade das comunicações terrestres impeça a utilização de um POS convencional", referem os responsáveis da empresa.

Quanto ao FUTURA e ao TPG-01, "são terminais com impressora integrada para transacções nas lojas através de cartões de débito, de crédito e de PMB. O TPG-01 diferencia-se do FUTURA por um conjunto de funcionalidades, nomeadamente a capacidade de trabalhar em modo master/slave e de efectuar compras remotas. Este pormenor torna-o especialmente recomendado para instalações múltiplas no mesmo espaço comercial ou para soluções de ponto de venda mais sofisticadas que exijam a integração do terminal com os restantes componentes dessas soluções".
As conquistas da GAIN
A GAIN nasceu em 1978 e embora o seu nome - Grupo de Apoio à Indústria Nacional - nos atire para os tempos do colectivismo pós-25 de Abril, a verdade é que não tem nada a ver com isso. A GAIN não tem nada de "Grupo" e em vez deste "podia ter outro nome qualquer". Segundo Domingos Rio Tinto, presidente da GAIN, "apenas se pretendeu construir com as iniciais um nome fora do vulgar", isto porque as sete propostas anteriores foram todas recusadas por já se encontrarem registados nomes semelhantes.

Sempre na área da electrónica, onde se dedicava a produzir equipamentos, sistemas e circuitos electrónicos no break (sem falhas), a GAIN foi, pouco a pouco, abraçando novos mercados dentro da sua especialidade.

Foi a primeira empresa nacional a criar um sistema de chamada de pessoas para disciplinar as filas e desenvolveram os primeiros POS em 1989, juntamente com a SIBS. 

Mas o grande salto foi dado quando surgiu a oportunidade de trabalhar na área dos meios de pagamento, no final dos anos 80, na altura em que surgiu a rede multibanco. A partir de então, a GAIN constituiu-se como o "parceiro privilegiado" da SIBS, tendo desenvolvido vários projectos com esta entidade, nomeadamente os PMB (Porta-Moedas Multibanco) e o Netpin.

Em termos de resultados económicos, existem, segundo os responsáveis da GAIN, "possibilidades muito boas de crescimento". Em 2001, a empresa apresentou um volume de negócios de cerca de 5,3 milhões de euros, o que representou um crescimento na ordem dos 31 por cento relativamente ao ano anterior.
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