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APRESENTAÇÃO > CASE STUDIES
De La RueLa Rue : Transacções Seguras
A De La Rue, grupo líder no fornecimento de soluções para os meios de pagamentos, protecção de identidades e marcas, alarga a sua aposta no mercado de auto-atendimento.

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Com um historial de mais de duzentos anos, os clientes desta empresa espalham-se por todo o mundo, nos mais diversos campos de actividade, desde a impressão de dinheiro, selos, passaportes, cartas de condução até à gestão de dinheiro e protecção de marcas. A história da De La Rue em Portugal está há muito ligada à impressão de papel-moeda em escudos e agora, em conjunto com o Banco de Portugal, na emissão de euros. A empresa está também marcada por duas datas fundamentais. Em 1984, constitui-se a De La Rue Systems, Ltd., com o objectivo de fornecer ao mercado nacional soluções de back office para bancos, retalho e empresas de transporte de valores. Em Março de 2002, a De La Rue - Cash Systems, empresa do grupo De La Rue, especializada em todas as áreas de tratamento de dinheiro, alargou a sua presença em Portugal, Espanha e PALOPs com a aquisição do negócio de automatização bancária da Papelaco. O grupo alargou assim a sua oferta aos equipamentos de auto-atendimento ATMs, vulgarmente conhecidos como Caixas Multibanco. Assim, enquanto a anterior presença da De La Rue estava focalizada no equipamento de back office, a novíssima De La Rue Systems - Automatização S.A. centra-se nos equipamentos de auto-atendimento.

De acordo com Mário Castelhano e João Leitão, directores da De La Rue Systems - Automatização S.A., "esta é a melhor forma de alargar a oferta a outros mercados e de aumentar a capacidade de resposta para angariar novos clientes". De forma a facilitar a integração dos seus equipamentos em outras redes, a empresa produziu um conjunto de plataformas para facilitar a integração dos equipamentos noutros ambientes informáticos, como o suporte da plataforma CEN/XFS (ex-WOSA/XFS) da Microsoft, um standard para os clientes e fornecedores deste tipo de tecnologias.

Para conquistar novos mercados, a De La Rue Systems - Automatização S.A. aposta no desenvolvimento de novas soluções e equipamentos aplicados ao domínio das tecnologias de atendimento automático, focalizando sempre a sua actuação na inovação tecnológica. Além disso, a empresa aposta na diversificação funcional e na readaptação das soluções e produtos existentes, o que traz "importantes ganhos de eficácia que os clientes e mercados valorizam", diz Mário Castelhano. Outra das componentes estratégicas aplicadas pela empresa é a diferenciação através de um design próprio, orientado segundo os princípios ergonómicos do interface homem-máquina. "Temos uma filosofia assente numa consciência estética, visando introduzir um relacionamento máquina/utilizador mais humanizado e menos frio", destaca João Leitão.

Entre as novas linhas de produtos lançados no passado recente, distinguem-se, para além dos quiosques multifunção, os novos equipamentos ATM, com especial destaque para o ATM Reciclador "FENIX", o qual permite reutilizar as notas depositadas após a sua validação automática, separando-as e colocando-as de novo à disposição para os levantamentos seguintes, sem necessidade de intervenção externa. De acordo com os responsáveis da empresa, este tipo de equipamento, embora seja já utilizado no mercado nipónico, é uma inovação para os mercados europeus. Para além de outros equipamentos constam também uma linha de ATMs de lobby e um novo ATM de parede especialmente vocacionado para o mercado de substituição. Recentemente a empresa apresentou ainda um novo ATM de depósitos em numerário e cheques, assim como um novo terminal de pagamentos que permite a recarga de telemóveis com notas, facilitando esta operação a todos os clientes que não dispõem de acesso às redes bancárias.
Internacionalização: objectivo estratégico
Embora a maior parte da produção da Papelaco fosse, no passado, destinada ao mercado português, o objectivo da De La Rue Systems - Automatização, S.A. passa por apresentar soluções de parede-a-parede (do self-service ao back office) e reforçar assim a sua presença em outros países. Está também prevista uma colaboração lógica entre as duas empresas da De La Rue presentes em Portugal, pois ambas contam como clientes praticamente todas as entidades financeiras do país - incluindo o próprio Banco de Portugal -, grandes superfícies, retalhistas, empresas de segurança e transporte de valores, vending, etc. e em geral todas as organizações nas quais o numerário solicita uma solução para o seu manuseamento. 

Dado que o grupo De La Rue se encontra presente em mais de 30 países, é natural que o reforço desta componente passe pela incorporação das soluções desenvolvidas e fabricadas em Portugal. "Esta será a forma mais expedita e simples de levar a outros países tecnologia e produtos portugueses. Graças a esta aquisição, os produtos de auto-atendimento da Papelaco - agora De La Rue - passam a dispor de um canal de distribuição que já está presente em vários países", lembra ainda Mário Castelhano.

Quanto ao mercado brasileiro, o grupo De La Rue já há muito tempo que vem estabelecendo alianças com fabricantes locais, com vista a localizar cada vez mais a produção dos seus produtos neste mercado. Segundo este responsável, "é intenção da De La Rue potenciar os produtos da Papelaco também no Brasil, o que poderá passar por um crescimento da empresa naquele país e um aumento da sua presença em áreas onde hoje não se encontra directamente presente".

Apesar de a empresa contar apenas alguns meses de actividade, os responsáveis da De La Rue Systems têm objectivos bem definidos: "Com a aquisição do negócio de automatização bancária da Papelaco, pretendemos introduzir no seu portfólio a oferta de equipamentos auto-atendimento, complementando-o de forma a responder às tendências e requisitos do mercado. Além disso, continuaremos a apostar na evolução constante em termos das descobertas e aplicações de novas tecnologias no que concerne à segurança das transacções dos Meios de Pagamentos, à Protecção de Marcas e/ou Identidades assim como tudo o que tenha a ver com o manuseamento de numerário", conclui.
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